E neste momento de dor,
de profunda tristeza,
de roucas palavras
e agudas lágrimas,
alguém aparece
e pede o absurdo...
E surdo, não escuto,
e mudo, me calo.
Fecho os olhos,
viro as costas.
Como meus sentidos
não se encerram aí,
sensibilizo-me
e multiplico a vida.
Paulo Roberto dos Santos