Aos 20 anos fui mãe de uma menininha linda chamada de Emilly, ela nasceu no dia 17 de março de 2003, foi um parto cesario, quando ela nasceu não paresentava nenhum tipo de problemas que podessemos notar, recebemos alta e o médico nos mandou para a casa. Mas com quinze dias de nascida ela começou a apresentar um amarelão pelo o corpo conhecido como Inqueteriça, popularmente "tiriça", fizemos tudo o que se deveria fazer mais tal amarelão não deixava o corpo dela, mas com o tempo este amarelão sumiu. Com mais ou menos 2 meses de nascida minha irmã ao dar banho nela percebeu que sua barriga estava um pouco inchada, logo em seguida ela começou a dar febres altas, com isso levamos ela ao médico e como moravamos em uma cidade do interior de Mato Grosso - Novo São Joaquim, que não tinha muitos recursos, o médico solicitou que fossemos para Goiania - GO, no hospital materno infantil.
Chegamos la e apos mais ou menos 15 dias de internação da Emilly o diagnóstico foi dado como ATRESIA DE VIAS BILIARES EXTRA HEPÁTICAS, o médico dela nos disse que tentaria fazer uma cirurgia denominada de Akazay que é uma ligação das veias do figado com o intestino.
No dia 06 de Junho de 2003 a Emilly foi operada mais infelismente não ouve beneficio, então o médico nos emcaminhou para São Paulo, no Hospital das Clinicas, por que a única solução seria um transplante de fígado. A Emilly conseguiu ser atendida no dia 05 de outubro, o médico deu apenas 2 anos de vida para ela se caso ela não conseguisse fazer o transplante, ele explicou sobre a Doação Inter Vivos, e sobre a doação de Cadaver, mais infelismente eu não era o mesmo sangue da minha filha e o pai dela nunca quis saber dela.
Foi uma luta contra o tempo, passavam-se os dias e eu via a cada dia minha filha morrer aos poucos, tinha que leva-la a São Paulo de dois em dois meses para revisão mais como era muito longe quando ela passava mal eu a levava para Goiania que era mais próximo. Lutei e ela lutou tambem todos os dias da vida dela. Recorri sim a alguns parentes distantes que tinham o mesmo sangue que ela mas, como se trata de doar uma parte de 20% do figado de um doador vivo a pessoa que precisa, eles não entendiam como era este processo e tinham medo de morrer.
E nunca me deram esta resposta, mesmo assim do fundo do meu coração eu espero que estas pessoas sejam felizes e que Deus as perdoem por não terem talvez cumprido suas missões aqui na terra. Quando Emilly completou 1 ano de vida ela entrou em coma devido ao fígado que ja estava afetando outras partes de seu corpo.
Eu não desejo para ninguem va entrar na UTI de um hospital infantil sozinha e ver sua filha quase morta sustentada por aparelhos, "sua filha a criança que vc amou e aguardou com ansiedade a chegada dela ao mundo na sua barriga", ver ela indefesa sem vc naquela UTI gelada, e sabendo que não pode savar a vida dela, mais que outras pessoas podiam mais não a fazem devido ao tamanho PRECONCEITO que assola este tema... É triste muito triste, eu vi minha filha morrer e não desejo a ninguem... Após este coma ela retornou mais fraca, mais amarela, alguns meses depois o rim dela parou e a levamos novamente para Goiania, teve uma parada respiratória no dia 26/08/2004, as 12:00, e as 2:30 da manhã do dia 27/08/2004, veio a obito no Hospital das Crianças em Goiania, com 1 ano e 5 meses e 10dias de vida.
Quando eu recebi esta noticia quase morri, quis morrer, mais devo a força que tenho a Deus, a minha Mãe e a minha Irmã, que me ajudaram a lutar durante a vida da Emilly e ainda me ajudam após a morte dela. Fico triste pois era minha única e 1ª filha e amava ela demais, não entendo por que as pessoas não ajudam as outras por que se todos passassem por isso o mundo seria diferente e não so eu que sofri com isso mais outras pessoas poderiam ser ajudadas. Acredito em Deus acima de tudo e sei que hoje a minha filha olha por mim la do ceu, por que ela é um anjo do senhor, e peço a ela todos os dias para abrandar os corações de todas as pessoas para que sejam doadores de órgãos e tecidos. Por que um dia alguem que elas amam muito pode precisar.