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13.01.2012

SP tem queda no número de doadores de órgãos

O Estado de São Paulo teve uma queda de 3% no número de doadores de órgãos em 2011, na comparação com 2010, o melhor ano da história em relação a isso na região. 844 pessoas doaram órgãos no Estado no ano passado, contra 871 nos 12 meses anteriores – 27 a menos. Em 2009 houve 705 doadores de órgãos.


De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, um terço das famílias entrevistadas se recusou a aceitar a doação de órgãos de parentes mortos. 

Em nota, o governo “recomenda às pessoas que desejem doar seus órgãos deixar essa intenção muito clara à família, pois somente familiares podem autorizar ou não a retirada de órgãos para transplantes em caso de morte encefálica”. 

A morte encefálica consiste na morte do cérebro, incluindo tronco cerebral que desempenha funções vitais como o controle da respiração. Quando isso ocorre, a parada cardíaca é inevitável.

E, embora ainda haja batimentos cardíacos, a pessoa com morte cerebral não pode respirar sem os aparelhos e o coração não baterá por mais de algumas poucas horas. Por isso, a morte encefálica já caracteriza a morte do indivíduo. 

A doação de órgãos é um ato pelo qual você manifesta a vontade de que, a partir do momento da constatação da morte encefálica, uma ou mais partes do seu corpo (órgãos ou tecidos), em condições de serem aproveitadas para transplante, possam ajudar outras pessoas.

Para isso se concretizar, o passo principal é você conversar com a sua família e deixar bem claro o seu desejo. Não é necessário deixar nada por escrito. Porém, os familiares devem se comprometer a autorizar a doação por escrito após a morte.

Em 2011, foram realizados no Estado de São Paulo 69 transplantes de coração, 123 de pâncreas, 1,404 de rim, 587 de fígado e 33 de pulmão.

 

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