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02.08.2010

Transplantes batem recorde no Brasil

Puxado por outros Estados, um recorde em transplantes é registrado no Brasil. No primeiro semestre, foram 2.367 procedimentos no país – 16,4% a mais do que no mesmo período de 2009. O Rio Grande do Sul ainda não fechou seu balanço, mas a tendência é de que os números gaúchos não repitam o mesmo desempenho nacional.

Segundo o Ministério da Saúde, a realização de transplantes no país no primeiro semestre seguiu desempenho de anos anteriores e permaneceu concentrada em São Paulo, onde 52% de todas as ocorrências foram realizadas.

– Os números mostram o resultado da capacitação do pessoal envolvido, como as equipes hospitalares, em especial das Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) e das centrais de transplantes – disse o secretário nacional de Atenção à Saúde, Alberto Beltrame.

Uma das ações citadas por ele treinou equipes para a manutenção de pacientes em casos de morte encefálica. Outra foi a criação de organizações de procura de órgãos, entidades que fazem a intermediação entre centrais, hospitais e famílias.

Para Beltrame, medidas como essas aumentaram o número de doadores, que avançou 17% e chegou a 963 no semestre. Com essa evolução, o Brasil atingiu a média de 10,06 doadores por milhão de habitantes. O número ainda é muito inferior ao observado em países como a Espanha, que tem 35 doadores por milhão de pessoas.

Gaúchos devem manter a média dos últimos dois anos

O Estado de São Paulo tem a melhor média brasileira (22,7 doadores por milhão).

– Há apenas quatro anos, o índice paulista estava em 11, e isso nos faz imaginar que podemos chegar em pouco tempo a um patamar mais próximo de países como a Espanha – disse.

No Rio Grande do Sul, conforme o coordenador da Central de Transplantes, Eduardo Elsade, o balanço do primeiro semestre ainda não está fechado, mas ele adianta: a média dos últimos dois anos deve ser mantida. Na contramão do país, o Estado tem registrado queda no número de transplantes realizados. Conforme dados dos primeiros três meses do ano, segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), o Estado concretizou 34 transplantes – 14,5% das operações realizadas no Brasil todo. Ainda que o Estado não reproduza o crescimento recorde de transplantes, Elsade apresenta suas explicações para o descompasso:

– O Rio Grande do Sul evoluiu primeiro na realização de transplantes. Crescemos muito anos atrás. É algo que outros Estados estão conseguindo só agora – afirma Elsade.

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