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Visibilidade do tema doação de órgãos nos meios de comunicação

Edital de lançamento do selo brasileiro sobre doação de órgãos

Doação de Órgãos e Tecidos/Transplantes

Existe hoje no Brasil uma longa e vagarosa 'fila' na qual a cada dia entram, pelo menos, mais oito pessoas. Já conta com mais de trinta mil homens e mulheres, adultos ou crianças, de todas as raças, religiões, filosofias ou crenças, e de todas as posições na sociedade. Não há distinção. Em menos de um ano, um terço dessas pessoas irá morrer se não atingir seus objetivos.

No entanto, elas não se encontram no corredor da morte, mas sim no corredor da vida. Estão esperando a vida na forma de um coração, um fígado, um rim, um pulmão, uma córnea ou uma medula óssea, como última - e única - alternativa terapêutica para continuarem vivendo e/ou terem uma vida com melhor qualidade.

Elas dependem de nós, da nossa solidariedade, que pode ser manifestada num simples, mas grandioso e necessário gesto de informar nossa família e amigos que somos doadores de órgãos. Nessa fila, podem estar um dos nossos pais, irmãos, filhos, netos, amigos ou até nós mesmos, pois, parafraseando João Ubaldo Ribeiro, "Nenhum de nós pode considerar-se livre da possibilidade de precisar de um órgão transplantado; o destino aponta para qualquer um. Só a solidariedade é que nos pode salvar". Doador ou receptor? Nunca saberemos em qual dos lados nos encontraremos amanhã.

Os transplantes, uma prática experimental há pouco mais de trinta anos, é atualmente uma rotina em muitos hospitais. Constituem a única terapia médica que depende da sociedade para que essa mesma sociedade seja beneficiada. Os resultados são fantásticos, pois a sobrevida em um ano está em torno de 90 % e em cinco é superior a 70 %. Isso significa que, em cada dez pessoas que se submeteram a um transplante no final de 1995, sete ou mais estarão comemorando a passagem do milênio. Isso é pouco? Não, se considerarmos que nenhuma delas que naquela época precisava de um pulmão, fígado ou coração, sobreviveria até o Natal de 1996.

Estes selos emitidos pelos Correios colocam o Brasil no contexto das iniciativas para a promoção da Doação de Órgãos e Tecidos/Transplantes. E o fazem de forma educativa e tocante, enfatizando o aspecto de que, com os transplantes, realmente existe vida após a morte. É uma forma de instigar a população dizendo: "ADOTE A VIDA! SEJA DOADOR DE ÓRGÃOS!"

Essa emissão especial também divulga a Semana Nacional de Doação de Órgãos como iniciativa da Aliança Brasileira pela Doação de Órgãos e Tecidos e da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos.

Francisco Neto de Assis
Presidente da ADOTE
Aliança Brasileira pela Doação de Órgãos e Tecidos

O selo foi lançado no dia 27 de setembro de 2000 em Pelotas, Curitiba e Natal. Posteriormente teve solenidades de lançamento em São Paulo, Joinville, Recife.

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