O transplante é uma alternativa terapêutica que possibilita solucionar muitos casos de patologias que há pouco tempo levavam a pessoa inevitavelmente a morte. Em outros casos pode melhor a qualidade de vida daquelas pessoas em tratamento como diálise ou que padecem de cegueira provocadas por algumas doenças como ceratocone ou por traumas.
A diálise é um tratamento que permite à pessoa um tempo maior pela espera de um transplante. No caso do coração, pulmão, fígado não existe uma terapia substitutiva, de sustentação até a chegada do doador. Deste modo, as pessoas em lista de espera por um desses órgãos estão em situação de grande risco de vida.
No caso do rim e fígado, e mesmo em certas situações, no caso do pulmão, existe a possibilidade de que se realize o transplante com doador vivo. A nossa legislação permite a doação de órgãos entre parentes até quarto grau. Além desse grau de parentesco é necessário uma autorização judicial. É preferível, entretanto que os transplantes sejam realizados sempre com doador não vivo, pois a doação em vida pode colocar em risco a vida do doador.
Quase todas as partes do nosso corpo podem ser utilizadas para transplante. Um único doador pode ajudar a pelo menos vinte e cinco pessoas. Em janeiro de 2000, em uma operação que durou quase dois dias, um canadense de 20 anos recebeu estômago, fígado, pâncreas e intestino delgado novos.
Embora ainda em caráter experimental, já foram realizados transplantes de uma parte inteira do corpo, como uma mão. Esse tipo de transplante ainda é controvertido. Embora seja coerentemente defendido pelos seus idealizadores, discute-se as vantagens práticas em relação aos riscos associados ao uso de pesadas doses de drogas anti-rejeição para a preservação de um órgão não vital. Em contrapartida, argumenta-se, que o conceito de órgão vital é muito relativo e depende da atividade exercida pelo receptor. Com certeza, as mãos são órgãos vitais para um pianista.
Quase todas as doenças que levam a uma situação de falência completa de um órgão ou de um tecido e quando as terapias médicas ou cirúrgicas convencionais já não são mais eficazes, têm como última alternativa de tratamento um transplante. Para muitos, o transplante significa literalmente o renascimento. Para outros, a possibilidade do retorno a uma vida normal. Já é uma rotina na prática de muitos hospitais em diversas partes do mundo, mas guarda o aspecto de ser o único tratamento médico que depende da população em geral para ser operacionalizado.
Os transplantes são indicados para o tratamento das doenças a seguir relacionadas e que provocaram o mau funcionamento de Órgãos, ou Tecidos.