A quase totalidade das pessoas que se submetem a um transplante se encontram ou em uma situação terminal, ou têm, absolutamente comprometido, o desenvolvimento de sua vida social e familiar. Para todos eles, portanto, o transplante resulta em melhoria da qualidade de vida.
Com respeito aos riscos de complicações médicas que podem ocorrer durante e após o transplante, sabe-se que o transplante em si é uma cirurgia de grande porte e como tal existem riscos associados como em outra cirurgia qualquer. Depois do transplante, as complicações médicas estão relacionadas a um dos seguintes fatores:
A taxa de sobrevivência - proporção de enxertos ou receptores vivos após determinado período - tanto do enxerto quanto do receptor depende de um conjunto de fatores, incluindo os relacionados no parágrafo anterior. É um parâmetro que interessa apenas num contexto geral, não sendo válido em termos individuais.
Os dados aqui apresentados foram computados pela organização norte-americana United Network for Organ Sharing, pois no Brasil ainda não existem estatísticas relacionadas. Os dados norte-americanos dizem respeito aos transplantes realizados entre janeiro de 1990 e dezembro de 1998, para a taxa de sobrevivência de cinco anos e entre 1997 e 1998 para o caso de um ano.
A tabela seguinte mostra a sobrevida média após o transplante:
A pessoa que recebeu um transplante enfrenta também algumas limitações de ordem social que influenciam e determinam em grande parte o sucesso do transplante e a qualidade de vida pós-transplante. São fatores que em um contexto geral afeta toda a população, mas para o transplantado pode ter um significado especial e ser de elevado risco: