ADOTE - ong doação de órgãos O que Saber
Educação Permanente As Perguntas mais Freqüentes Doação de órgãos na sala de aula Legislação Links Interessantes Como se Tornar um Doador Depoimentos Direitos dos Usuários da Saúde Direitos dos Transplantados Meld / Peld Endereços Úteis Estatísticas Glossário

UMA LIÇÃO DE VIDA - Doação de órgãos na sala de aula

4. Transplante e qualidade de vida

A quase totalidade das pessoas que se submetem a um transplante se encontram ou em uma situação terminal, ou têm, absolutamente comprometido, o desenvolvimento de sua vida social e familiar. Para todos eles, portanto, o transplante resulta em melhoria da qualidade de vida.

Com respeito aos riscos de complicações médicas que podem ocorrer durante e após o transplante, sabe-se que o transplante em si é uma cirurgia de grande porte e como tal existem riscos associados como em outra cirurgia qualquer. Depois do transplante, as complicações médicas estão relacionadas a um dos seguintes fatores:

  • a compatibilidade com o órgão recebido;
  • o estado do órgão recebido;
  • a doença que originou a indicação para o transplante e o estado de saúde que a pessoa chegou a essa indicação;
  • as condições de vida após o transplante: controle dos medicamentos e cuidados específicos com a higiene e alimentação;
  • habilidade (experiência) da equipe médica em tratar com a situação.

A taxa de sobrevivência - proporção de enxertos ou receptores vivos após determinado período - tanto do enxerto quanto do receptor depende de um conjunto de fatores, incluindo os relacionados no parágrafo anterior. É um parâmetro que interessa apenas num contexto geral, não sendo válido em termos individuais.

Os dados aqui apresentados foram computados pela organização norte-americana United Network for Organ Sharing, pois no Brasil ainda não existem estatísticas relacionadas. Os dados norte-americanos dizem respeito aos transplantes realizados entre janeiro de 1990 e dezembro de 1998, para a taxa de sobrevivência de cinco anos e entre 1997 e 1998 para o caso de um ano.

A tabela seguinte mostra a sobrevida média após o transplante:

  • Órgão
  • Após um ano- %
  • Após cinco anos - %
  • Rim - Doador Não Vivo
  • 89,4%
  • 64,7%
  • Fígado - Doador Vivo
  • 94,5%
  • 78,4%
  • Pâncreas
  • 76,2%
  • 41,6%
  • Pâncreas/Rim
  • 83,7%
  • 67,4%
  • Rim de Pâncreas/Rim
  • 91,8%
  • 78,7%
  • Fígado
  • 81,4%
  • 66,1%
  • Intestino
  • 63,8%
  • 37,4%
  • Coração
  • 85,1%
  • 68,5%
  • Pulmão
  • 76,3%
  • 42%
  • Coração-Pulmão
  • 58,2%
  • 40,5%

A pessoa que recebeu um transplante enfrenta também algumas limitações de ordem social que influenciam e determinam em grande parte o sucesso do transplante e a qualidade de vida pós-transplante. São fatores que em um contexto geral afeta toda a população, mas para o transplantado pode ter um significado especial e ser de elevado risco:

  • a desocupação, que am alguns casos está vinculado a longos períodos de licença do trabalho durante a doença pré-transplante;
  • outros problemas de natureza sócio-econômicos: falta de alimentos básicos e moradia;
  • a redefinição do seu papel na família e os conflitos familiares derivados da situação anterior e nova;
  • a morte de amigos e companheiro: muitas vezes a pessoa em lista de espera testemunha a morte de companheiros de lista e isto gera uma grande angústia;
  • os temores da rejeição;
Voltar